Penso, logo existo.

12/11/2009 00:00
   Alguém disse já há muito tempo: "Penso, logo existo". Esta frase tornou-se um lugar comum e uma obrigatoriedade entre os intelectuais. É tida como um dos lampejos de genialidade do ser humano. É cultuada e citada a toda hora. Mas tenho que discordar dela. Um animal existe, certamente, mas não pensa. Da mesma forma um vegetal também não! Claro que, provavelmente, a intenção original dessa frase era enaltecer a centralidade do pensamento racional na construção do que se chama existência.
 
Porém, é preciso não nos deixar contaminar pelo humanismo e, baseado nos conceitos de Reino de Deus, entender nossa existência. Existimos não por que pensamos. Existimos se, e somente se, tivermos vida. Pode parecer óbvio, mas nem tanto! Não nos apercebemos da centralidade do “ter vida”; não percebemos que existência é muito mais do que funções fisiológicas ou intelectuais. Não é a produção de hormônios, o metabolismo, ou o funcionamento correto da máquina humana que nos permite atribuir vida ao homem.
 
Pessoas são mantidas “vivas” através de máquinas de suporte da vida, e há uma acalorada discussão se viver assim é, de fato, ter vida. Assim, também, não é a produção intelectual, a elaboração de conceitos, análises, teses e argumentações, em suma, pensar, que demonstram termos existência. Estas, assim como aquelas funções, são apenas uma ínfima parte da existência. São periféricas na definição do que se compreende como tal. E veja que, agora, não estou utilizando a palavra vida, mas o conceito mais amplo de existência. Muitos estão vivos, mas não existem. Muitos perambulam por aí, com seus organismos funcionando, mas sua pretensa existência não tem significado. Muitos pensam, elaboram argumentos, tecem uma rede de raciocínio lógico, mas não se pode dizer que existem.
 
Existência, vida, só há e só pode ser comprovada, pelo caráter eterno dessa existência. Vida ou existência que se extingue na morte física, não é vida. Não significa nada. Tenho o sopro de Deus, logo existo, deveria ser a frase. Esta é a definição mais completa e acabada de existência. E é muito fácil verificarmos esta qualidade de existência. Pelo ânimo com que este organismo se locomove no dia-a-dia. Com o ânimo com que a produção intelectual, o pensamento, se manifesta. Não há vida sem ânimo. Não o ânimo produzido pelas circunstâncias.
 
O ânimo, fruto do anima,do sopro de vida de Deus em nós, esta é a verdadeira comprovação de que você existe. Esta é a verdadeira demonstração de que sua vida é uma realidade e não apenas uma miragem que se esvairá quando da sua morte física. Muitos perambulam por aí na vida, deixando os anos passarem e, por terem uma certa atividade intelectual, por pensarem, pensam que existem. Mas estarão enganados caso esta existência se resuma num conjunto de funções corporais; num conjunto de atividades físicas e intelectuais, mas sem nenhum vestígio de ânimo e alegria. Estes só podem ser experimentados na presença do Senhor Jesus Cristo. Só Ele pode dar e manter a vida E aí? Você está vivo? Você existe? 
 
Pr. Ivan Cardiano
INV de Teresópolis

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