Minha conversão a Cristo (Pr. Jarbas Lopes)

05/05/2014 17:57
Eu, Jarbas Lopes de Almeida, carioca nato, nascido em Marechal Hermes, em 25 de fevereiro de 1967, criado e residindo até hoje em Anchieta, subúrbio do Rio de Janeiro, sempre me envolvi com a ciência das artes desde pequeno, quando iniciei minha vida estudantil. Através das escolas municipais em que estudei pude descobrir o prazer pela leitura, onde lia diversos tipos de livros e revistas. Descobri o prazer pela oratória, quando fui nomeado primeiro orador do colégio Paraíba, no curso ginasial.
 
A infância pobre trouxe benefícios diversos, pois tinha de usar de criatividade para aproveitar o tempo com brincadeiras que hoje já não existem mais; brincadeiras estas que deram lugar aos jogos, computadores e a televisão, principal inimiga da infância sadia.
 
Entre todos os gostos havia a música que atraía toda a minha atenção. Com discos antigos de Nat King Cole, Bienvenido Granda e outros que foram trazidos da Republica Dominicana de San Domingos, pelo meu irmão Jaime, na ocasião em que fora enviado à guerra naquela província em 1966, pude descobrir ritmos diferentes que se sobressaíam entre as músicas que bombardeavam a minha mente, músicas que a mídia ditava, mas o meu ouvido já era apurado naturalmente e evitava-as, fazendo com que eu buscasse ritmos alternativos que misturavam-se entre tango, bolero, rock progressivo, clássico, erudito, MPB e demais outros que surgiam de muitas fontes.
 
A falta de um pai, que perdi aos três anos de idade, após um suicídio que só descobri nove anos após sua morte, me levava ainda mais a me distanciar do cotidiano dos garotos da minha idade, conduzindo-me para longe do trivial e me aproximando cada vez mais para todos os tipos de artes: música, pintura, poesia, escultura, pirografia, desenho, artesanato e tudo mais que aparecesse pela frente.
 
Quando descobri, através de um jornal velho que fora encontrado junto a uns documentos de minha mãe, o real motivo do falecimento de meu pai, que se suicidara com um tiro no ouvido, minha maneira de viver tomou outros rumos. Passei a usar os dias como que fugindo de tudo que parecia normal e me entreguei às coisas insanas desta vida. Conheci muitas pessoas que ofereciam conselhos bons, que não eram aproveitados, como também muitas pessoas que aconselhavam até sobre o que não conheciam. Estes pareciam mais agradáveis, como toda mentira que transparece aceitável e no fim são catastróficas..
 
Entre os anos de 75 a 85 pude descobrir um gosto mais acentuado pela música, onde participei de vários grupos musicais, tocando flauta doce, violão e contrabaixo. Entrava e saía de grupos muito ecléticos, tocando ritmos variados, cada qual com um nome mais esquisito que o outro: Caras e Bocas, Barulho Popular, Laser, Bottom Sex, Bola de Gude e muitos outros que surgiam e acabavam com a mesma velocidade..
 
No final do ano de 85, quando concluía o 2º grau, fui impelido a deixar o Rio de Janeiro e desbravar o estado de São Paulo. Acreditava que em uma cidade maior e mais progressiva ia me distanciar dos problemas existenciais da minha adolescência, porém foi puro engano. Morei basicamente em Santo Amaro, porém passava maior parte do tempo dormindo em casas de amigos de música e farras, que fizera na ocasião. Tive o desprazer de descobrir drogas que momentaneamente me tiravam os problemas, mas que, após o efeito, me traziam à mesma realidade, ou pior, pois havia um sentimento dentro de mim que acusava um mal estar por estar me drogando. Conheci drogas como maconha, cocaína, álcool e outros alucinógenos que se criavam em laboratórios, porém, graças ao Deus que eu ainda não servia, não me viciei, nem tão pouco ficava com a sensação de depend ência química..
 
Em 1987, retornei ao Rio de Janeiro, provando a minha inconstância emocional, para trabalhar em um conglomerado bancário, que depois viera a falir.
 
Continuei a me envolver com música, onde conheci novos instrumentistas. Pessoas que eram boas referências musicais, na época; porém as drogas ainda se faziam presente em minha vida, como se estas fossem obrigatórias no meio musical. Participei de outros grupos e bandas como Lírios, Balanshow, Estado Interessante, Eclético Blues Band, Acidente (com este gravei um LP em 1990 - Quebre este Disco, (relançado em CD em 2000) e um CD em 1994 – Gloomland) etc..
 
Somente quando conheci minha esposa Vera Lúcia que fui motivado a abandonar todas as drogas e viver de forma mais saudável.
 
Tive um período estável em minha vida, onde trabalhava e tocava em bares e clubes nos fins de semana. Acreditava que a vida se resumia apenas em ter um bom salário, uma família e filhos, um carro e todas as coisas que aprendemos que são essenciais para se ter uma vida farta.
 
A realidade se revelou quando minha mãe faleceu, repentinamente, dos males do coração, em novembro de 90. Esta perda irreparável trouxe conseqüências amargas para minha vida pessoal. Como todo homem que se apoia em alguém vulnerável como nós e acha que esse refúgio será eterno, desperta quando esse alguém parte e nos deixa completamente desnorteados.
 
Após a sua morte minha vida se transformou em um desequilíbrio total. Não tinha mais razão de viver. Nem mesmo o meu recém casamento trazia alegrias, nem o nascimento da minha amada filha Priscila, nem a emoção de se gravar o primeiro trabalho musical e sair em várias manchetes de jornais e revistas; nada me trazia prazer.
 
Perdi meu emprego, quase perdi meu casamento, me distanciei de todos e de tudo, onde descobri que a loucura não está longe de nós, pelo contrário, está mais próximo do que qualquer outro sentimento.
 
Em agosto de 94, após muitos problemas que surgiram desde quando minha mãe falecera, com a vida quase totalmente destruída, mesmo após o nascimento do meu querido filho Gabriel e o lançamento do já citado CD com o Grupo Acidente, tive o prazer de conhecer Aquele que mudaria todo o sentido de minha vida: o SENHOR JESUS!
 
Após quase um ano desempregado, totalmente falido financeiramente, fui trabalhar em uma concessionária de caminhões e lá conheci uma pessoa – o Emanuel - que me mostrou o verdadeiro sentido de servirmos a Deus. O envolvimento inicial foi através da música, quando o convidei para assistir a um ensaio do Acidente, pois nos preparávamos para fazer um evento. Quando lá chegamos, o diabo já tinha preparado tudo, pois começamos a ensaiar uma música nova, totalmente profana, que não me agradava em nada. O mais interessante é que eu não sabia que o Emanuel era pastor. Voltamos do ensaio; eu com uma sensação esquisita de ter feito algo de muito ruim, porém não sabia o que era; e então passei a ouvir a mensagem da cruz, algo que nunca pude perceber, apesar de conhecer muitos evangélicos, inclusive o meu irmão mais novo, Juarez, que j&a acute; era convertido.
 
A partir deste dia um conflito existencial tomou conta de mim. Aquela Palavra Viva havia tomado conta do meu ser. Já não conseguia mais me envolver com coisas que pudessem desagradar a Deus..
 
Às vésperas do grande evento, Deus já tinha me tomado por completo. Passei dias antes ouvindo um LP do testemunho do Mattos Nascimento, que meu irmão Juarez me emprestara. Foi quando percebi que, pela fé, Deus restauraria todo o tempo perdido no mundo, se O aceitasse. Se realmente passasse a viver em função Dele...
 
Imediatamente pedi que o Pr. Emanuel realizasse um culto em minha casa, quando no primeiro apelo aceitamos a Jesus, eu, minha esposa e na seqüência meus filhos.
 
Movido por um sentimento de recuperar tudo que o diabo havia me roubado, desmarquei o evento, saí do conjunto e passei a servir a Deus, em Espírito e em verdade.
 
Desde então tenho experimentado todas as maravilhas que Deus tem reservado para todos nós.
 
As bênçãos têm sido tantas que não daria para escrevê-las em um só livro. Curas, prosperidade, dons diversos, batismo com o Espírito Santo, restauração, santificação, canções de puro louvor e agradecimento, livros, enfim, todas as heranças que nosso Pai nos tem preparado; além da maior das bênçãos: a Salvação em Cristo Jesus.
 

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