Congresso de Reflexão Pastoral 2008

Hotel Fazenda Vilarejo (Conservatória, RJ)
Entre 25 e 27 de agosto de 2008
Tema: "Chegamos até aqui. E agora?"
 
Antes de inciar a cobertura do 4º Encontro de Reflexão Pastoral, não podemos deixar de falar sobre o lanche que a pastora Ivani prepara para aqueles que decidem fazer um “pit stop” antes de chegar ao hotel. O fato é que a INV de Barra do Piraí fica na estrada para o Hotel Vilarejo e a pastora nos recebe com tanto carinho que é inevitável parar e não tomar nem que seja um cafezinho.
 
Com muita animação os pastores e esposas chegaram ao Hotel Fazenda Vilarejo em Conservatória-RJ. Após fazerem o checkin um maravilhoso almoço os aguardava. Nesse interim a comunhão e descontração tomaram conta do ambiente, pois foi um momento de rever os amigos, relembrar parcerias, matar saudades daqueles companheiros que há tanto tempo não se viam. Cada pastor que chegava, criavam-se uma esperança de rever irmãos que iniciaram juntos o ministério.
 
É o que podemos perceber na entrevista com pastor Max Rodrigues da INV de Jardim Anhangá:
 
“Esse momento é importante pela reunião dos pastores e rever amigos. Eu que sou de Juiz de Fora e agora estou no Rio tive essa possibilidade de rever amigos como os pastores Ângelo e Kelmer. Essa possibilidade de se reunir é muito bom, mesmo na correria do dia-a-dia estar aqui nessa comunhão, conhecer pessoas e rever amigos é maravilhoso”.
 
A expectativa em relação ao início do encontro era unânime entre os pastores: Receber mais de Deus, crescimento, aprender uns com os outros, com os bispos, ter um tempo de reflexão de seus ministérios e participar da unidade do corpo de Cristo eram uma das principais aspirações. Nessa junção de desejos tão semelhantes, os pastores declararam: Minha expectativa é que o Espírito Santo tenha liberdade de agir de falar transformando os nossos corações”, pastor Fernando INV Lindo Parque.
 
“Eu espero renovação espiritual e colher mais experiências com meus líderes”, afirmou pastor Volney da INV de Parque Lafayette.
 
“Hoje eu já tive a oportunidade de conversar com os bispos e falar da empatia dos membros da igreja em estar mais próximo deles”, pastor Sérgio da INV de Itambi.
 
 
Bispo Tito fez abertura do 4º Encontro de Reflexão Pastoral lendo um Salmo e em seguida fez uma oração. O louvor na primeira noite foi ministrado pelo pastor André Rangel da INV Jacarepaguá e palestra ficou por conta do bispo Miguel Incutto que dissertou sobre Números 13:25. Mas antes de iniciar, pediu para que os presentes pensasse na trajetória da Igreja de Nova Vida. Lembrou que o Conselho de Ministros de Pastores fez 12 anos, e que durante esse tempo Deus tem abençoado sobremaneira o Conselho e através dele tantas coisas já foram realizadas dentre elas a Editora Conselho e o Portal Nova Vida. Citou algumas questões sobre mudança e alertou os pastores sobre o perigo da estagnação, da conformação e da resistência em não querer mudar. Enfatizou a necessidade de somar as visões: “Chegou o momento de trocarmos o meu pelo nosso, a minha igreja, para nossa igreja – Temos que levantar nossos olhos para a nossa pátria e espalhar a Nova Vida por toda Terra”.
 
No segundo dia pela manhã, a palestra foi ministrada pelo bispo Jorcelino que ao ler João 3:8 afirmou que Deus não nos deu espírito de covardia, pois mesmo que alguém esteja com uma idade avançada não pode desanimar, porque o Senhor irá fazer grandes coisas através de sua vida. Recordou o período em que passou no hospital e estava tão fragilizado e com uma dependência total.
 
“Mas Deus estava me observando e Ele sabia do desfecho da história - O desfecho? Era que eu estaria aqui hoje restaurado pregando para vocês”. Citou II Reis 19:15 e declarou: “Deus precisa de muitos “Eliseus”, pois o principal problema do profeta Elias não era morrer, mas o ressentimento. Minha oração é para que não haja ressentimentos no meio de nós. Minha oração é para que Deus leve a Nova Vida para onde Ele quer. Algum dia no meio de nós haverá alguns mantos , mas meu desejo é que você não despreze a experiência do profeta. Deus conhece seu potencial!” Ao término da palestra um deliciosos coffee break os aguardava a beira da piscina, foi um breve momento para conversar, ter comunhão e interagir a respeito do que foi pregado.
 
Após o coffee, Bispo Francisco começou sua palestra relatando sobre de como é difícil ser um pastor e entende os desafios que um ministro passa, pois ele tem os mesmos conflitos. Prosseguiu lendo João 15:15 e afirmou: “Deus é seu amigo – Deus é nosso pai”. Dissertou a respeito de que Jesus estava envolvido com alguns grupos de pessoas: A multidão – Os doze – Os três discípulos mais próximos Dele – E João. Ao falar sobre João, destacou quatro situações em que o discípulo e Jesus estavam envolvido. Ao comentar sobre a primeira situação que acontece em Samaria (Lucas 9 :51-56) onde João age agressivamente.
 
“Quem entre nós já não teve este pensamento agressivos? Parece que às vezes queremos usar o poder de Deus para nossa vontade. Até parece que Deus vai compactuar com esses desejos agressivos. Se no dia-a-dia não aprendermos lidar com os verdadeiros sentimentos do nosso coração sem os disfarces. Não iremos receber aquilo que Deus tem para nos dar”, perguntou o bispo Francisco aos presentes.
 
Sobre a segunda cena no Cenáculo (João 13: 23-25) o bispo afirmou que assim como João foi acolhido por Jesus, nós somos também. O Senhor nos abraça e esse abraço nos diz que podemos começar de novo. Na terceira cena aos pés da cruz (João 19: 24 e 25), bispo Francisco dissertou sobre a importância de cuidarmos de quem está próximo de nós. “A grande lição que Jesus dá a João, é dizer para ele cuidar da viúva”. Exemplificou que nós devemos cuidar primeiro daqueles que estão próximos. “As pessoas é que são importantes. Hoje o evangelho quer ser ovacionado, quer aplausos”. Perguntou aos presentes: “Qual foi a viúva que Deus tem dado para você cuidar? Orfãos, mulheres violentadas e abusadas, adolescentes grávidas, jovens com HIV ...” Finalizou com a quarta cena o cenário era a ilha de Patmos, onde João estava sozinho e os cristãos estavam sendo perseguidos. E fez o desfecho com o tema do 4º Encontro fazendo a seguinte pergunta: “Chegamos até aqui e agora?” Nesse momento o bispo começou a falar sobre os sentimentos de João  e com algumas perguntas que provavelmente ele estava se fazendo: Frustração e solidão (Será que eu fiz o certo? – Será que valeu a pena eu ter sofrido tudo aquilo que sofri? – Será que valeu mesmo a pena?). E disse: “Quantas vezes nos sentimos assim. Mas quando João olha para o céu e ele se abre. Ele vê Jesus seu amigo e ouve um coral de anjos. João venceu e não importa qual seja a situação, Deus lhe dará vitória, pois enxugará dos olhos toda a lágrima”.
 
 
Após a palestra do bispo Francisco os pastores e suas esposas foram para o almoço e tiveram a tarde livre. Nesse momento alguns talentos foram descobertos no meio dos homens e mulheres de Deus! Havia aqueles que mostraram seus dotes com o esporte e arriscaram uma “partidinha” de tênis, mas também, tinha outros que demonstraram sua aptidão como gandula. As esposas de pastores não puderam deixar resistir a loja de souvenir que o hotel oferecia, nem que fosse para dar aquela olhadinha. Outros se entregaram a irresistível cesta depois do almoço ou aproveitaram para colocar a conversa em dia e conhecer o lugar. Que diga se de passagem, é lindo!
 
A noite, bispo Antônio iníciou sua palestra falando sobre o cartaz do encontro e afirmou que além das montanhas existe mais terras para serem conquistadas e que Deus irá nos capacitar para prosseguirmos.“O Espírito Santo é o poder e a força, o homem vocacionado ver além”. Discorreu também sobre a importância da santificação e da purificação do povo de Deus, exemplificou com a vida de Estevão.
 
Nossa igreja nunca excluirá ninguém, mas jamais permitirá permissividade, porque a impureza afastou o povo de Israel. O apóstolo Paulo gasta um trecho só falando sobre santificação 1 Tessalonicenses 4:1-12”. Enfatizou aos presentes de que o corpo carnal não herda o Reino e com autoridade do Espírito Santo disse: “Irmãos que a cultura das trevas nunca entre na sua igreja”. Ao demonstrar vários personagens bíblicos que começaram seu ministério bem e acabaram mal. Bispo Antônio finalizou com uma palavra profética: “Amados que seu ministério comece bem, passe bem e termine bem – Em nome de Jesus!"
 
Após a palestra do bispo Antônio foi ministrada a Santa Ceia do Senhor e a unção com óleo, neste momento o fluir do Espírito Santo já tomava conta de todos naquele lugar. A presença de Deus era tão forte que podíamos ver bispos, pastores e suas esposas entregues totalmente à Deus, sendo renovados, curados e marcados pela mão do Senhor. Alguns de joelhos dobrados em sinal de quebrantamento e humilhação, outros com uma postura de profunda dependência e gratidão, recebendo tudo o que Deus havia preparado para cada um e para nossa denominação. Com certeza essa noite ficou marcada na memória e no coração de todos.
 
Na manhã seguinte, a última palestra foi ministrada pelo bispo Tito que leu Eclesiastes 3. Fez um vigem sobre a história da Nova Vida e com uma pergunta desafiadora disse: “Chegamos até aqui e agora? – O que faremos com os outros 47 anos que estão por vir? Não chegamos até aqui para ficar.” Lembrou o caso dos dois alpinistas que planejaram fixar a bandeira de seu país no topo do monte, depois de tanto esforço chegaram, e lá em cima fincaram a bandeira e ficaram contemplando. Contudo, em um determinado momento um disse: Agora vamos descer?
 
Após compartilhar esse fato, bispo Tito perguntou a todos: “E agora vamos descer? Vamos voltar? Vamos parar? Vamos descansar um pouco? O que fazer? Descansar ou mudar? – A um espaço muito grande a ser conquistado”. Bispo também fez um reflexão sobre a Igreja de Nova Vida. Disse que ela irá fazer coisas novas, alcançar novas coisas e afirmou que é tempo de mudança. “Na Nova Vida tem homens e mulheres que podem fazer muito mais, pessoas que podem subir em qualquer montanha.” Falou também da força da juventude, que ela fará coisas maiores que os fundadores fizeram. Jovens com um visão ampliada de fazer coisas que ainda não foram feitas. Finalizou com uma palavra profética à todos. “Precisamos preencher os espaços que estão vazios, que nem os movimentos da sociedade conseguem preencher. Chegou a nossa hora! É tempo de fazer! É tempo de mudar!”
 
 
Os dias em Conservatória nos remete geograficamente ao cartaz do encontro, pois o hotel fica sobre as montanhas, mas também fala do novo, do desafio e da fidelidade, palavras que nos tira da nossa “zona de conforto”. Porque entrar no “novo” de Deus não é algo fácil, pois parece que quando estamos mais acostumados a fazer de uma certa maneira, comprovada, aprovada, que já dominamos, precisamos abrir mão dela e confiar outra vez. Precisamos dar um passo que aparentemente é louco, insano, mas que é o passo de fé, de dependência e de obediência com a certeza de que Deus está pedindo de nós.

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